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WGSN + Aramis: What’s next? O estudo sobre os homens – EP i

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WGSN + Aramis: What’s next? O estudo sobre os homens – EP i

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Para entendermos como foram construídas as masculinidades que conhecemos hoje, fomos analisar o que se esperava – e se espera – dos homens, desde a pré-história até os tempos atuais.

Nesse 1º episódio de What’s next? O Estudo Sobre Os Homens, traçamos um panorama desse assunto que parece singular, mas é composto por vários universos em um só: a masculinidade, que aqui, chamaremos de masculinidade(s).

Não podemos ignorar toda a pluralidade dos comportamentos e tratar a masculinidade como uma via de mão única e, para entender o que estamos construindo, as diferentes visões dessa questão, precisamos compreender como chegamos até aqui.

Afinal, qual foi e é o papel dos homens através do tempo?

Assista ao primeiro episódio da série WGSN + Aramis:

WGSN + Aramis: O Estudo Sobre Os Homens

É curioso perceber que, no começo, homens e mulheres eram considerados provedores dentro de casa, mas com o passar do tempo, os papéis foram se alterando e a imagem do homem forte, viril, dominador, atraente, que não demonstra emoções e que se desaproxima do que é feminino, foi sendo construída.

As grandes desvantagens ao se adequar a essa imagem é que essas definições acabam deixando de lado outras existências, além de se tornar um fardo para os próprios homens, que acabam se limitando a uma caixa. Para questioná-la, alguns movimentos se fazem presentes na luta pela construção de novas masculinidades.

Essas renovações no masculino trazem um novo panorama para a desconstrução do “homem de verdade”, mostrando as vantagens da vulnerabilidade e do cuidado, através da expressão dos sentimentos e emoções.

Isso acontece também na formação de novas estruturas familiares, essa figura do homem dominante, provedor e irredutível, ganha cada vez menos espaço, além das mulheres estarem cada vez mais inseridas no mercado de trabalho.

A evolução na equidade entre gêneros também traz para o homem novas possibilidades e responsabilidades dentro de casa e com os filhos, trazendo à tona o homem que participa das atividades do lar e exerce uma paternidade consciente com os filhos. 

Além disso, os comportamentos controladores estão sendo cada dia mais mal vistos e tratados como uma masculinidade tóxica, fazendo com que os homens revisem suas atitudes e abram mais espaços para trocas dentro de seus grupos, tomando consciência e responsabilidade por seus atos.

Junto a isso, também temos a quebra de estereótipos que ajudam a promover a liberdade e a aceitação. Lugares, cargos e posições que antes eram dedicados apenas ao homem padronizado, hoje já começam a ser ocupados por pessoas racializadas, de diferentes orientações sexuais e de gênero.

Outro ponto importante é sobre a masculinidade do homem negro, que passa por desafios específicos. A inserção, representação e relevância desses homens em espaços antes destinados apenas aos homens brancos, têm os ajudado a se enxergarem de outra forma e a construírem novas referências para si próprios e para o todo.

No que diz respeito à expressão e autocuidado, a redução das linhas entre gêneros tem cumprido um excelente papel ao mostrar que os homens podem se cuidar e se expressar da forma que se sentirem melhor.

Isso inclui cuidar da aparência, beleza, procurar procedimentos estéticos, usar maquiagem, entre outras práticas, sem se preocuparem que seja considerado “coisa de mulher.”

Toda a história e seus pontos de evolução são necessários para entendermos de onde as masculinidades vieram e para onde estão caminhando. Mas se de um lado há mudanças, do outro há resistência: o assunto é muito novo e ainda mexe com a cabeça da maioria dos homens.

Há ainda, muita informação restrita a nichos que dialogam mais sobre esses temas e que não circulam nas mais diversas e amplas esferas da sociedade. Por isso, ao olharmos para os homens, precisamos enxergar diferentes raças, classes sociais, sexualidades e repertórios em prol do benefício de todos.

Sendo assim, ao invés de masculinidade (no singular), é necessário começarmos a tratar como masculinidades (no plural), para que possamos enfrentar essas resistências e ampliar as perspectivas com um conceito diverso e em constante evolução.

Neste caminho, alguns sentimentos como o desconforto, o receio a desconexão, atravessam diferentes masculinidades que podem sentir uma certa pressão e autocobrança ao se depararem com o novo, ou, simplesmente abandonam o barco por não se sentirem parte disso.

O caminho é longo e ainda há muito para ser discutido, mas o estudo cocriado entre Aramis + WGSN traz uma perspectiva baseada em dados históricos, numéricos, além dos depoimentos, histórias e visões de várias referências do mundo da música, arte, cinema, entre outros.

E aí, quer saber o que mais descobrimos? Fique com a gente e aguarde as próximas novidades sobre “Whats’s Next? O Estudo Sobre Os Homens”.


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